Conteúdos para construir uma marca sexy ainda em 2026.
Sua newsletter semanal sobre construção e escala de marcas.
12 de Fevereiro de 2026, 09h54 a.m.
Caramba, comecei a escrever a carta pela data e já tomei um susto. 12 de Fevereiro???
Pelo que percebi esse ano será tão rápido como os últimos, doideira isso…
O que me leva a refletir: será que são os anos que passam rápidos ou nós que estamos distraídos demais que não vemos o tempo passar?
Fica aí a reflexão…
Queria até me aprofundar nesse assunto em especifico, adoro falar sobre isso, mas você não clicou nessa carta para me ver falando sobre a pressa e a efemeridade da vida, né?
Vamos falar sobre construção de marca e, sendo mais especifico ainda, sobre os conteúdos que todas as marcas deveriam fazer em 2026 para criarem um universo de marca tão sexy que as pessoas imploram para pertencer.
Acho que chamei sua atenção, né?
Era essa a ideia mesmo.
E para você que está lendo minhas cartas pela primeira vez, se acostume, eu escrevo sincero assim mesmo kkkkkkkkk.
Vamos para o que importa!!! Chega!!
1. Reels em formato carrossel
Sim, sim… você não leu errado.
Não é novidade que em 2026, com as mudanças de algoritmo, os carrosséis estão se tornando moda novamente e estão sendo cada vez mais impulsionados.
E, como já era de se esperar, os criadores se adaptam as entregas da plataforma.
Mas diferente da maioria que decidiu seguir pelos caminhos do carrossel, as marcas vieram de uma forma tanto quanto diferente (se podemos assim dizer) transformando reels longos em mini cortes pro carrossel, prendendo a atenção do usuário nível máximo e fazendo assim com que a plataforma entregue mais e mais.
Isso aí, genial né?
Agora vou te explicar como tudo funciona dando exemplos reais (você vai gostar).
A primeira escolhida para isso não poderia ser outra além da Eme Studios:
Nesse formato de carrossel-reels ela:
Criou uma história;
Dividiu em mini cápsulas;
Separou isso em lâminas do carrossel;
Conduziu o público dentro do universo da coleção;
Entregou o motivo daquele post que era o lançamento dá próxima coleção.
Palmas! Excelente trabalho, Eme.
Um outro caso um pouco diferente que chamou bastante a minha atenção nessas últimas semanas foi transformar fotos de produtos em vídeos e assim prender a atenção das pessoas por mais tempo no carrossel. Parecido com o reels em formato carrossel, mas ao invés de contar uma história, ela foca em mostrar o produto e gerar conversão.
Por não sair muito da ideia, vou incluir isso aqui na mesma etapa de conteúdo.
2 exemplos muito autênticos que tem feito isso é a Kith, com seus vídeos impecáveis de produto, e a House of Erros, com seus vídeos extremamente criativos e disruptivos.
Vou deixar o exemplo para você:
Resumo da opera para quem quer aplicar isso na marca própria:
Saiba conduzir um bom storytelling.
De nada adianta você cortar o seu reels que já não deu certo e postar no formato carrossel achando que assim o algoritmo vai te entregar.
O jogo aqui não é porquê carrossel tem sido entregue melhor.
É porque as marcas produziram um bom conteúdo.
Transformaram isso em carrossel.
E aí sim o algoritmo trabalhou em seu favor.
Antes de tudo, se você não consegue reter as pessoas na primeira lâmina com storytelling, de nada adianta aplicar essa estratégia. Sacou?
Beleza, agora vamos ao segundo formato:
2. Youtube is back.
Sim, meus queridos leitores.
O nome do jogo em 2026 se chama: Y-o-u-t-u-b-e.
Ele estar de volta me lembra muito aquele vilão de filme que o herói supostamente derrotou, ai ele sai de cena e você acha que está tudo bem, mas lá vem ele novamente tomar o rumo da história.
A única diferença é que na minha concepção ele não é o vilão, mas o herói que veio nos trazer de volta para um mundo com menos estímulos baratos e conteúdos rasos.
Youtube, eu estava sentindo falta de você!
Como disse, o mundo hoje está sendo tomado por conteúdos rasos e excesso de estímulos.
No começo, as pessoas gostavam, alguns ainda gostam (coitados)…. mas graças ao bom Jesus uma parte caiu na real e percebeu que essas porcariadas além de não agregar nada ainda destrói nossa forma de viver a vida e enxergar o mundo.
A enxurrada dos 3 segundos é o maior vilão da sua atenção. Nem ficar na fila do banco você consegue mais sem abrir o celular e passar o tempo assistindo reels ou tiktok.
Parece até que voltei ao assunto que comecei a carta, perdão (isso claramente me revolta.)
Mas vamos voltar ao motivo da carta.
Depois de muitos anos perdidos por falta de atenção e distração, as pessoas voltaram a buscar e consumir conteúdos profundos, lentos e que entregam valor real.
E você, empresário, leitor, dono de marca, pode tirar sua prancha do quartinho da bagunça e surfar essa onda lado a lado comigo.
A ideia central aqui é transformar o universo de marca em algo palpável através do seu lifestyle.
Mas atenção: se a sua marca só vende produto e você não faz ideia do que é o seu universo de marca, volte pra casa, guarde sua prancha, reestude sua marca e depois volta pra praia.
Agora… se você passou no teste e sabe muito bem o estilo de vida que vende, eu tenho uma boa noticia: chegou seu tempo de brilhar!
Anota a jornada:
Crie seu canal no YouTube.
Nessa parte você pode escolher entre criar um canal com seu nome de fundador da marca ou criar um canal exclusivo para a sua marca. Ambos os caminhos levam a Roma.
Viva o exato estilo de vida que a marca vende.
Nada de produções de vlogs chatos e cansativos. Cada vlog gravado da sua rotina de bastidor da marca deve vivenciar de alguma forma o estilo de vida da marca.
Se sua marca vende o universo do surf: grave no dia que você acordou cedo para surfar e depois foi para o escritório.
Se sua marca vende um universo mais estético metrópole: leva seus seguidores a acompanhar sua vida e de onde tira suas inspiração.
De qualquer forma, viva a vida dos sonhos da sua persona. É assim que ela passará a enxergar seus produtos não mais como produtos e sim como uma representação daquilo que um dia ela quer viver.
Seja você.
Eu sei que falei para você viver o estilo de vida da sua marca. Mas não perca sua autenticidade no processo.
Pessoas estão cansadas de personagens perfeitos. Pessoas buscam cada vez mais pessoas reais, que falam de forma autêntica, que expõe seus erros, acertos e fala com tesão daquilo que acredita. É aqui que o jogo muda.
Em resumo: aproveite o boom de conteúdos profundos e leve seus seguidores a acompanhar e se sentir parte daquilo que a sua marca vende.
1 vídeo de 15 min é infinitamente mais valioso e imersivo do que 10 vídeos de 1:30 min.
Antes de finalizar, vou deixar alguns canais para se inspirar:
https://www.youtube.com/@marcusmilione1
https://www.youtube.com/@alvarogellings
3. Social Show
Para aproveitar os embalos de sábado à noite, vamos para o terceiro e último formato que vou abrir nessa carta para aplicarem em 2026: o Social Show.
“Mas Túlio, o que é isso?” você deve estar se perguntando…
Calma lá que eu te explico.
O Social Show tem se tornado uma grande tendência para as marcas gringas e aos poucos está chegando no Brasil.
Esse formato se resume em transformar conteúdos curtos em uma mini-série no estilo novela das 21h.
A base é a seguinte:
Escolher um tema forte o suficiente para as pessoas acompanharem.
Filmar tudo.
Quebrar em episódios curtos.
Cada episódio termina em uma trama levando ao próximo.
E depois ao próximo.
Até as pessoas ficarem ansiosas para as cenas do próximo capítulo.
Igualzinho você ficava quando queria saber quem matou o Max em Avenida Brasil.
Desbloqueei memórias agora, né?
Não sei você, mas eu era viciado em Avenida Brasil.
A ideia central desse formato é criar uma trama em cada episódio que continue dando motivo para as pessoas acompanharem. Assim deixamos de criar conteúdos únicos e com prazo de validade e criamos uma corrente de conteúdos que aumenta o desejo da pessoa pela marca em cada novo capítulo.
Genial, fala aí.
Quem tem feito e investido muito nisso é a Nude Project criando uma série onde o Bruno Casanovas (fundador da marca) levou seus amigos para gravar a campanha da sua nova coleção, mas dessa vez de uma forma tanto quanto diferente.
Sem celulares. Sem internet. Sem Waze.
Eles tiveram que, com um mapa de papel e vários walkie talkies chegar até a cidade da gravação e viver essa experiência completamente fora do comum para essa geração que cresceu com redes sociais.
Cada episódio da série eles traziam uma trama e aprendizados novos e no final transformaram toda essa atenção em um lançamento de coleção impecável.
Se quiser acompanhar mais, vou deixar aqui o inicio dessa saga:
Mas isso tudo não vale só para marcas de roupas, apesar de que muitos exemplos citados englobam isso.
Uma outra marca que tem criado quadros geniais de Social Show é esse Coffee shop aqui:
Mesma ideia, apenas adaptado para sua realidade e criatividade.
No final das contas, o que hoje vale mais no quesito conteúdos, como você pode perceber nesses 3 formatos que abordei, é Retenção e Tempo de tela.
A marca que consegue isso vende mais, transforma seguidores em fãs e se torna uma marca realmente sexy.
O Desabafo
Bom, acho que por hoje será isso mesmo.
Essa carta foi escrita em um formato bem diferente do que meus desabafos que fazia anteriormente, mas espero que tenham gostado e, principalmente, agregado bastante valor e ideias.
Se você gostou desse formato e quer que eu traga mais, comenta aqui. Quero muito saber se valeu a pena mesmo.
E se você quiser ter eu e meu time trabalhando para transformar a sua empresa em uma marca forte e altamente desejada, clica nesse link sublinhado aqui.
Nos vemos, como sempre, na próxima carta,
fui.
Texto escrito 100% por mim, Túlio Herani.






