Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 08h50 a.m.
Hoje meu dia começou de forma atípica.
Eram 5 horas da manhã quando meu alarme tocou.
Abri meus olhos ainda naquele estado semi-vegetativo e estiquei meu braço para fora da cama tentando encontrar aonde estava meu celular para desligar.
Encontrei. Coloquei meu dedo em cima da seta, arrastei na tela para direita e desliguei.
Cogitei voltar a dormir. O arzinho no 19°, coberta quentinha, me perdoe, mas estava muito convidativo.
Mas na hora que me ajeitei para deitar de novo, meus pensamentos me acordaram.
Lembrando que me arrependeria depois de ter perdido minhas horas de escrita logo cedo. Tive que levantar.
Levantei e fui andar com meus cachorros. Diferente de outros dias, não estava sentindo de escrever.
Andei com eles enquanto pensava em algum tema interessante. Minha mente vagou por inúmeras opções, mas parecia que nada me chamava atenção.
Voltei logo para casa, vai que aqui batia alguma ideia inesperada, né?
De primeira não aconteceu.
Fiz meu café da manhã (para mim a refeição mais importante do dia). Três fatias de pão de forma. 2 fatias de bacon. 3 ovos mexidos. Queijo prato. E o bom e velho café sem açúcar. Isso aqui é bom demais.
Quando terminei de comer, normalmente venho direto para o escritório. Sento na minha cadeira, acendo uma vela para criar aquele ambiente aconchegante (vela mesmo tá. não estou falando de Beck kkkk) e começo a escrever. Mas hoje não foi assim.
Eu não estava sentindo.
Meu cérebro ainda vagava em pensamentos.
Foi quando lembrei da máxima: quando não souber o que escrever, leia.
Eu li.
Abri um dos 5 livros que estou lendo ao mesmo tempo e me debrucei sobre as páginas.
(Só eu não consigo ler 1 livro por vez ou você também é assim?)
A leitura fluia e a cada página parecia que eu era reabastecido com novas ideias.
Cada entendimento que eu tinha, uma conexão nova era gerada no meu cérebro.
Conforme elas apareciam, eu ia anotando e desenhando. Para mim, essa é a melhor forma de aprender.
↑ [Meu caderno de anotações]
E assim fui me sentindo cada vez mais empolgado. Parecia que conforme me enchia de aprendizados e conectava novas ideias, era como se um balde de água estivesse se enchendo.
Cada página, ficava um pouco mais cheio.
E mais cheio.
Até que. Como todo balde cheio, uma hora ele transborda.
A água não cabe mais lá dentro e começa a ser derramada para fora.
Escorrendo por todos os lados.
(Balde tem lado? Não sei. Mas você entendeu…)
E no momento que a água estava no topo, a ponto disso acontecer, foi quando meu coração piscou para mim.
Ele disse: “Pronto. Você está cheio. Agora transborde.”
Liguei meu computador.
Abri uma página preta em branco no Notion.
Escrevi um título do tema que queria escrever.
E comecei a escrever esse texto aqui que você está lendo.
E o mais engraçado é que não tem nada a ver com o tema que eu tinha escrito lá em cima.
Como eu disse, não planejei. Eu apenas transbordei.
Agora são 09h06.
E o aprendizado que eu tive com tudo isso e que serve também para você, criador, é:
Quando não se sentir inspirado. Leia. Leia bons livros. Leia livros antigos. Apenas leia.
A leitura é essa fonte de água que corre. E você é esse balde que às vezes se encontra vazio.
Apenas se coloque de baixo da fonte. Ela vai te encher. E no momento certo uma enxurrada de ideias fluirá de você.
[Ainda perplexo que nada do que planejei escrever saiu hoje. Mas vou guardar o tema e, quem sabe amanhã, eu escrevo por aqui. Se meu coração deixar, claro.]
Nos vemos na próxima carta, às 5 a.m.
Um abraço,
Túlio Herani.


